Guarda e convivência · Informação jurídica
O que fazer quando o pai ou a mãe não cumpre o acordo de visitas?
Quando um acordo de convivência não é respeitado, a criança costuma ser quem mais sofre. Visitas canceladas repetidamente, impedimentos injustificados ou mudanças de horários sem comunicação tornam a rotina insegura e desgastam as relações familiares.
Conteúdo informativo · Nóbrega & Nóbrega Advogados · Revisado em 09/10/2026
O primeiro passo é entender o descumprimento
Uma emergência pontual é diferente de uma conduta reiterada. Guarde mensagens, calendários e registros dos fatos, procurando resolver de forma objetiva quando possível. Se já existe decisão judicial ou acordo homologado, ela deve ser observada. O descumprimento poderá justificar pedido de cumprimento, ajuste das regras de convivência ou outras medidas, conforme a gravidade e o interesse do filho.
E se houver risco para a criança?
Situações de violência, ameaça ou perigo exigem atenção imediata e podem justificar medidas de proteção, inclusive revisão da convivência. Não é aconselhável que um responsável suspenda unilateralmente contatos apenas por desentendimento com o ex-companheiro, mas o risco concreto não deve ser ignorado. A resposta jurídica adequada depende de provas e das circunstâncias.
O que fazer na prática?
Tente registrar os fatos em ordem cronológica: data da convivência prevista, o que ocorreu e como a comunicação foi feita. Isso é mais útil do que reunir apenas mensagens de discussão. Também evite envolver o filho em cobranças ou pedidos para que tome partido. Se o descumprimento é reiterado, uma orientação jurídica pode identificar se cabe exigir cumprimento da decisão, solicitar mediação ou rever o calendário. O objetivo deve ser recuperar previsibilidade e segurança para a criança, não aumentar o conflito entre os adultos.
Dúvidas que recebemos no escritório
Posso deixar de pagar pensão porque não vejo meu filho?
Não. Pensão e convivência são obrigações diferentes; uma não deve ser usada como punição pela outra.
O que fazer quando a outra parte impede o contato?
Reúna registros e avalie o cumprimento ou a revisão judicial do regime de convivência.
E se o próprio filho não quiser ir?
A situação deve ser examinada com cuidado, considerando idade, motivos e eventuais riscos, sem exposição indevida da criança.
Precisa analisar sua situação?
Cada caso depende de documentos e circunstâncias próprias. Se esse assunto faz parte da sua realidade, nossa equipe pode avaliar as possibilidades jurídicas e os cuidados necessários, sem prometer um resultado antecipado.
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